quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe


Foste, e para sempre não mais haveremos de nos ver.

Deixaste as lembranças mais diversas que eu poderia ter.

Na mente que cultiva as ternuras, o teu calor e as doçuras,

também deixaste gravadas, as atitudes ousadas, e o amor de loucuras.

Mãe,

Gênero ímpar que impõe saudade,

Fez-me sentir desde a tenra idade,

Como é feliz estar perto de tí.

Mãe,

Hoje não posso mais sentir teu cheiro

ou afagar terno os teus cabelos,

e imaginar-me junto aos teus desvelos

Mãe,

Foste a rainha da minha vida

No entorno do amor a mais querida.

Hás de reinar enquanto me houver se tanto,

Um acalento a me lembrar do pranto,

Que foi saber-te ir-se sem voltar jamais.


Autor: Beto Buarque

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Marabá




Oi Marabá faceiro,
Que intentas ano inteiro
Ficar grande
Crescer mais.

Forte de economia
Parelho na isonomia,
Aos circunstantes atrai.

Ah Marabá dos meus sonhos
Tenho-te amor verdadeiro
E de janeiro a janeiro
Nenhum sorriso se esvai



Tua lindeza me encanta
E a brejeirice acalanta
As tuas festas sem fim.

Pra mim, torrão de nos todos.
Que tens no rio um mar
Tu fazes festa ao luar.
Folguedos que jamais vi

Eu te peço Marabá
Se merecer que me faça
Viver aqui até o dia
Que me chames e que me vá




Autor: Beto Buarque

Coisas Demais



São muitas, tantas, demais
São coisas quantas demais
Passagens tontas, demais
E a volúpia dos meus dias é demais
E o fazer é demais ,e o falar é demais .
E tú, tú estás demais.
Demais sem sobra ,feito que a obra,
De Deus foi justa .
E os teus encantos que são demais
Me provocam um tanto por demais
E no meu canto eu me espanto e me interrogo
Onde estás?
...se longe de mim, isso é demais.



Autor: Beto Buarque

segunda-feira, 28 de março de 2011

Gatta - Por Beto Buarque


Tua pele morena,

Teus olhos cor de mel,

Teu andar faceiro, teu falar maneiro,

Fim do meu sossego!


Quando andas, o mundo todo para.

E repara, e olha e suspira.

O sol fica tonto, e em grande espanto,

Esparge um arrebol, um encanto.


E eu te vejo e tu passas,

e me enlevo, porque devo, sei,

no intimo de mim, acreditar que o fim,

....é o meu desejo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A outra metade

Não sei se posso dizer,

visto que apenas pensar,

foi tudo que eu fiz querer,

pelo teu jeito de olhar.



Quando me olhas menina,

com esse teu olhinho,

penso no amor infindo,

que mantenho como sina



Para Maria,

que no dia de Nazaré veio ao mundo tão faceira,

cresceu e hoje altaneira me serve como mulher.

Beto Buarque/