quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe


Foste, e para sempre não mais haveremos de nos ver.

Deixaste as lembranças mais diversas que eu poderia ter.

Na mente que cultiva as ternuras, o teu calor e as doçuras,

também deixaste gravadas, as atitudes ousadas, e o amor de loucuras.

Mãe,

Gênero ímpar que impõe saudade,

Fez-me sentir desde a tenra idade,

Como é feliz estar perto de tí.

Mãe,

Hoje não posso mais sentir teu cheiro

ou afagar terno os teus cabelos,

e imaginar-me junto aos teus desvelos

Mãe,

Foste a rainha da minha vida

No entorno do amor a mais querida.

Hás de reinar enquanto me houver se tanto,

Um acalento a me lembrar do pranto,

Que foi saber-te ir-se sem voltar jamais.


Autor: Beto Buarque

2 comentários:

Américo Leal disse...

Meu caro e inestimado poeta, que bom te visitar e me deparar com teu lindo poema, justíssima homenagem às mães. Sim, porque no acalanto de teus versos dedicados a tua mãe, posso sentir tuas palavras fluindo ao encontro da minha, que também já se foi. Solicito tua permissão para compartilhar teus versos e se me concederes tamanha honraria também dedicá-los à inesquecível Dona Clarisse, minha genitora. Muito obrigado e parabéns.

Fátima Fontenelle A VENDEDORA DE SONHOS... disse...

Muito lindo teu poema, amei!!!!