quinta-feira, 14 de abril de 2011

Marabá




Oi Marabá faceiro,
Que intentas ano inteiro
Ficar grande
Crescer mais.

Forte de economia
Parelho na isonomia,
Aos circunstantes atrai.

Ah Marabá dos meus sonhos
Tenho-te amor verdadeiro
E de janeiro a janeiro
Nenhum sorriso se esvai



Tua lindeza me encanta
E a brejeirice acalanta
As tuas festas sem fim.

Pra mim, torrão de nos todos.
Que tens no rio um mar
Tu fazes festa ao luar.
Folguedos que jamais vi

Eu te peço Marabá
Se merecer que me faça
Viver aqui até o dia
Que me chames e que me vá




Autor: Beto Buarque

Coisas Demais



São muitas, tantas, demais
São coisas quantas demais
Passagens tontas, demais
E a volúpia dos meus dias é demais
E o fazer é demais ,e o falar é demais .
E tú, tú estás demais.
Demais sem sobra ,feito que a obra,
De Deus foi justa .
E os teus encantos que são demais
Me provocam um tanto por demais
E no meu canto eu me espanto e me interrogo
Onde estás?
...se longe de mim, isso é demais.



Autor: Beto Buarque

segunda-feira, 28 de março de 2011

Gatta - Por Beto Buarque


Tua pele morena,

Teus olhos cor de mel,

Teu andar faceiro, teu falar maneiro,

Fim do meu sossego!


Quando andas, o mundo todo para.

E repara, e olha e suspira.

O sol fica tonto, e em grande espanto,

Esparge um arrebol, um encanto.


E eu te vejo e tu passas,

e me enlevo, porque devo, sei,

no intimo de mim, acreditar que o fim,

....é o meu desejo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A outra metade

Não sei se posso dizer,

visto que apenas pensar,

foi tudo que eu fiz querer,

pelo teu jeito de olhar.



Quando me olhas menina,

com esse teu olhinho,

penso no amor infindo,

que mantenho como sina



Para Maria,

que no dia de Nazaré veio ao mundo tão faceira,

cresceu e hoje altaneira me serve como mulher.

Beto Buarque/

Chega

Faz algum tempo, escrevi este poema que traduzia a irreverência com que eu enfrentava os desatinos dos Ibamenhos (Os fiscais do Ibama) Hoje, cumprindo uma gestão cíclica de “atrapalhar para não prosperar”os sumanos devem ser novamente agraciados. Aproveito para fazer aqui um homenagem ao nosso prestigioso Paulo Praia, que mesmo vilipendiado em seus direitos, continua a gloriosa missão de fazer prosperar a fauna a despeito dos saques das forças legalistas.Naquela época, eu dizia aos pares dos valoroso grupos de criação nacionais.

Diante das últimas presepadas nacionais, resolvi de forma definitiva e inapelável, ir-me embora para Argentina.
Beto Buarque/Pa

Vou morar na Argentina.
Lá posso criar passarinhos,
sem desmandos,
sem atropelos,
sem os desmedidos desvelos,
de autoridades legais.

Lá posso fazer gaiolas do tamanho que quiser,
Criar eu e meus meninos e também minha mulher.
Ser gente não CPF,
Ser ouvido, ser cheirado
Receber muito obrigado
Por que pagamos pra isso.

Lá tenho o amigo Juan,
O Pingüim que é Presidente
E muita gente importante
Até Pibe “cheirante.”

Na Argentina não tem disso
De mudar regras do jogo
Em plena peleja andante.

Lá não tem gente tão fraca
Que esperando na estaca
Não vê o bicho cantar.

Vou-me embora pra Argentina
Criar Curió do mato
E Fazer as rodas de fibra

Largar de mão povo chato,
Que vai de pouco,
Aos pouquinhos,

Acabando com aquele,
Que cria seus passarinhos.